PANORAMA: Uma breve história do horror chileno

Jorge_Olguin

Por Jarmeson de Lima

As produções de horror no Chile são relativamente novas. A grosso modo, só na década de 90 é que o gênero deslanchou no país. Neste contexto, um dos pioneiros foi o diretor Jorge Olguin (foto), com seu filme de estreia “Angel Negro“, um slasher que custou na época apenas 25 mil dólares.

Este filme, lançado comercialmente em 2000, conta a história de um médico forense que descobre que alguém está matando seus ex-colegas de faculdade. Tudo remonta a dez anos atrás em sua época de formatura, quando Angel Cruz, a tímida da turma e noiva do médico caiu em um barranco diante dos olhos do grupo de pessoas que não conseguiu mais encontrar seu corpo nem fazer nada para ajudar. Passado o trauma, agora o médico acredita que Angel voltou do túmulo para se vingar e matar os omissos. O filme, apesar do ceticismo inicial, alcançou sucesso e foi bem recebido pelos críticos e espectadores chilenos.

“O cinema de terror chileno está crescendo. Comecei sozinho, mas depois apareceram outros diretores como Paulo Valladares, Pablo Illanes e Nicolas Lopez. Creio que o meu enfoque no cinema vem da necessidade de contar uma história com as nossas próprias fantasias”, revela Jorge Olguín.

Aftershock-3

O pioneiro chileno está sempre à procura de novas histórias para trazer para a tela grande. “Caleuche: El llamado del mar” (2012) foi o seu penúltimo projeto antes dele se meter em seu filme mais ambicioso até agora, o primeiro filme chileno de terror e em 3D, chamado de “Gritos del Bosque“, com previsão de lançamento ainda para este ano.

Outros conterrâneos de Olguín estão ganhando mais evidência agora, a exemplo de Aníbal Herrera, Alejandro Salazar e Nicolás López, este último que se tornou notoriamente mais conhecido após a realização de “Aftershock, (foto) que contou com a participação de Eli Roth no elenco e no roteiro. López também é um dos responsáveis pela produção de “Green Inferno“, novo filme de Eli Roth, sendo um dos mais aguardados para este ano.

Exorcistas+chile

Neste ano também deverá sair “Exorcistas“, (foto) um filme de ação, aventura e horror dirigido por Aníbal Herrera. Uma versão latina e moderna para os “Caça-fantasmas”, com história baseada em Santiago. “Gosto de um cinema de gênero que traga pelo menos um elemento próprio chileno, que não seja um simples filme de gênero como muitos que são feitos em Hollywood. Tampouco gostaria de uma história que fosse tão chilena que acabasse ofuscando o roteiro, como muitos filmes chilenos”, conta Herrera.

Enquanto não caem nas graças de outros grandes nomes do cinema mundial para ganhar uma vitrine maior para suas obras (lembrando da forcinha que Guillermo Del Toro* e Sam Raimmi deram para Andrés Muschietti e Fede Alvarez, respectivamente), estes realizadores continuam trabalhando e exibindo seus filmes em festivais e no já conhecido circuito de apreciadores de terror na Internet. Ainda assim, apesar de tardia, a indústria cinematográfica chilena segue bem e tem bastante a oferecer.

* Em 2006, surgiram rumores de que Guillermo Del Toro seria o produtor executivo de “Caleuche“, de Jorge Olguín. Infelizmente as negociações não andaram e Olguín teve de terminar o filme contando apenas com a equipe de produção chilena.

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