RESENHA: American Horror Story: Coven

AHS-Opening-Title-Sequence-Name

Por Geraldo de Fraga

Depois de tanto comentarmos aqui no blog e no podcast, eis que chegou ao fim a terceira temporada de American Horror Story exibida pelo canal Fox no Brasil. A notícia de que a série, antes mesmo da season finale, já estava renovada para mais uma temporada prova que o programa é sucesso absoluto com o público estadunidense. Mas a pergunta que fica no ar é: AHS agrada aos verdadeiros fãs de horror ou apenas a audiência formada por adolescentes?

Existe uma gama gigantesca de seriados voltados para esse segmento de telespectadores: True Blood é seu maior exemplar, mas temos outros como Vampire Diaries e Teen Wolf. Minha opinião é que o terror em AHS, apesar de não ser infantilizado ou romantizado, como nesses programas que citei, é sim plastificado pelo padrão da TV americana.

american-horror-story-coven1-618x400

Vamos listar primeiro os pontos positivos. Falando especificamente dessa terceira temporada, que abordou a Bruxaria como tema, o seriado repetiu a receita e reuniu praticamente o mesmo elenco. Melhor ainda, adicionou três grandes atrizes à trama: Gabourey Sidibe, Angela Bassett e a oscarizada Kathy Bates. Todas ótimas. Sem contar Jessica Lange, bem como sempre.

A história é ambientada em Nova Orleans. Sendo assim, o roteiro consegue abordar tanto a bruxaria européia como a magia vodu tão importante nessa região. O folclore da Luisiana é um dos terrenos mais férteis para histórias de horror nos EUA. A produção, como fez outras vezes, acertou em colocar personagens reais na trama. Nesse caso, temos a ricaça Delphine LaLaurie (Kathy Bates) que torturou, mutilou e matou cerca de 96 escravos nos anos 1800.

AHS-Fiona-and-Delphine

As cenas de violência também foram boas. Bruxas queimadas vivas, olhos perfurados, membros amputados e gargantas cortadas, deram o ar da graça durante todo o seriado. Outro ponto positivo foi a abertura, que junto com a já conhecida música tema, ficou a melhor até então.

Mas mesmo com tantas coisas boas, AHS manteve os mesmos erros das temporadas passadas. É uma característica da série manter um vasto leque de tramas paralelas e isso atrapalha. Primeiro porque nem todas são interessantes. Segundo, porque são tantos personagens entrando e saindo da história que parece que estão ali só para fazer número.

AHS_bruxa-fogueira

Outra coisa que ficou meio sem graça, foi o fato de as bruxas serem caracterizadas como pessoas com super poderes. Talvez optar pela bruxaria tradicional, traria um maior clima de terror à obra que ficou muito com cara de aventura. A escola onde as garotas estudavam eram praticamente uma versão gótica do Instituto Xavier dos X-Men.

E pra finalizar, a série mostrou mais uma vez que ainda não está preparada para nos dar um final pessimista. Não queremos dar spoilers, mas o encerramento dessa terceira temporada foi algo do tipo “amigos para sempre” ou “juntas contra o Mundo”. Resumindo: AHS continua bem visualmente, mas ainda segue a linha de terror enlatado.

Nota: 5,0

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s