RESENHA: Goeng Si (Rigor Mortis) (2013)

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Por Geraldo de Fraga

A melhor coisa de Goeng Si (Rigor Mortis), escrito por Lai-yin Leung e Philip Yung, e dirigido pelo estreante Juno Mak, é o roteiro sem pé nem cabeça. O que (quase sempre) é um defeito que acaba afugentando o espectador, aqui passa despercebido. Isso porque essa produção chinesa de 2013 nos proporciona um espetáculo visual daqueles que só o cinema asiático pode dar.

O longa está sendo vendido como um filme de vampiros. Não deixa de ser, mas não falamos dos vampiros tradicionais com caninos afiados e que fogem da luz do sol. Na China, é com o “Jiang Shi” que as pessoas têm que se preocupar. Uma criatura das trevas que é combatida… com arroz!

Rigor-Mortis

A história começa quando o ator em decadência Siu-Ho Chin (que também é seu nome de batismo) se muda para um enorme prédio em Hong Kong, após um divórcio traumático. Lá, também mora Yau (Anthony Chan), um caçador de vampiros aposentado que virou cozinheiro e tem um restaurante onde o prato principal é… arroz.

Além dessa figura bizarra, temos uma maluca sensitiva que reside com o filho pequeno no subsolo do edifício. Como se seus vizinhos não fossem motivos suficientes para querer morrer, deprimido pela separação que o deixou longe do filho pequeno, Siu-Ho Chin tenta suicídio.

É nessa hora que ele conhece Yau. Mas na mesma hora que o velho salva a sua vida, ele descobre que seu apartamento é assombrado por fantasmas de irmãs gêmeas malignas. Achou pouco? Paralelo a tudo isso, existe um feiticeiro no prédio que está preparando um “experimento” que, como era de se esperar, sairá do seu controle e colocará a vida de todos em risco.

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A junção de tanta coisa é na verdade uma série de homenagens aos filmes de terror chineses dos anos 80. Em especial a Geung si sin sang (Mr. Vampire), de 1985, onde Siu-hou Chin também atua ao lado de Anthony Chan, e que se tornou um clássico do cinema fantástico oriental.

E na função de tributo a que se propõe, Rigor Mortis é impecável. Os efeitos especiais podem não ser primorosos como em produções de Hollywood, mas trazem uma criatividade que quase nunca é vista aqui no lado ocidental. Enquanto os americanos se preocupam em copiar o design dos fantasmas asiáticos, eles nos mostram uma novidade a cada dia.

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Além disso, as cenas de lutas, que não poderiam ficar de fora de um longa chinês de aventura/ação/fantasia/terror/miscelânea, estão perfeitas. Além das coreografias bem ensaiadas, a belíssima fotografia dá um toque todo especial. Goeng Si (Rigor Mortis) é um espetáculo visual de alto nível.

Nota: 7,0

Direção: Juno Mak
Roteiro: Lai-yin Leung, Philip Yung
Elenco: Anthony Chan, Siu-Ho Chin, Fat Chung
Origem: Hong Kong

5 comentários sobre “RESENHA: Goeng Si (Rigor Mortis) (2013)

  1. O filme todo você fica: “Hã? O quê? Ma que…? Até chegar ao fim, quando tudo se encaixa e se explica. Depois de uma hora e quarenta achando que acabou de assistir uma bizarrice japonesa, vc finalmente entende tudo e descobre que, no final das contas, assistiu um filme bom.

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  2. Cara, como assim, fiquei pasmo no final! O filme é uma sucessão de surpresas, tudo é possível nele! E daí quando você acha que terminou, que você não entendeu porra nenhuma e que vai ficar por isso mesmo, daí vem a bomba!

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