RESENHA: “Sharknado 2: A Segunda Onda” (2014)

Sharknado 2: The Second One

Por Geraldo de Fraga

Seguindo a máxima do deputado federal Tiririca, de que “pior do que tá não fica”, Sharknado 2: A Segunda Onda (Sharknado 2: The Second One, 2014), de fato, não é pior do que seu antecessor. Mais do que isso: é bem melhor! Não que isso queira dizer muita coisa, claro. Mas o que podemos destacar dessa sequência, novamente dirigida por Anthony C. Ferrante e escrita por Thunder Levin, é que pelo menos ela rompeu com a temática de ação do primeiro filme e se entregou de vez à comédia, como era de se esperar de um longa com um enredo tão absurdo.

O roteiro é praticamente o mesmo do filme anterior, só que agora os tornados que carregam os tubarões chegam até Nova York. E cabe a Fin Shepard (Ian Ziering), alçado ao patamar de herói americano após salvar Los Angeles do primeiro sharknado, dar conta daquilo que pode vir a ser a destruição da cidade. Tara Reid também retorna no papel de April Wexler, mas o restante do elenco é novo, inclusive é bem mais volumoso. O filme ainda conta com algumas participações especiais como Kelly Osbourne e Wil Wheaton.

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Dá para notar que os atores estão mais à vontade em seus papéis, algo que pode ser explicado pela total despretensão dessa nova empreitada. E o tom de comédia fica mais escrachado quando percebemos algumas referências, como Robert Hays fazendo o papel de um piloto de avião (assim como em Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu) e Judd Hirsch interpretando um típico taxista nova-iorquino (como na clássica série Táxi).

E por ser um filme de “terror”, temos sim muito sangue, membros decepados e mortes estapafúrdias. Também há piadas com outras produções do gênero, como a aparição de um crocodilo gigante que vive nos esgotos (a lenda urbana mais famosa de Nova York e que foi usada no enredo de Alligator), uma cena com a cabeça da Estátua da Liberdade que remete a Cloverfield – Monstro e até referências a The Evil Dead e Além da Imaginação.

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Mas, claro, não esperem nada brilhante. Todas as falhas técnicas possíveis estão lá, incluindo efeitos especiais da pior qualidade. Não há furos, mas sim verdadeiras crateras no roteiro. Ninguém também dá a mínima para continuidade. Exemplo: apesar de a história se passar durante uma tempestade de proporções bíblicas, em absolutamente nenhuma cena onde os protagonistas estão ao ar livre está chovendo. Será que deve ser tão caro assim filmar com aqueles equipamentos que simulam chuva?

Também é hilário ver alguns takes, onde os personagens correm desesperadamente, enquanto as outras pessoas nas ruas não estão nem aí. Faltou cachê para figurantes, nota-se! Para dar uma “explicação científica” ao evento climático que assola a cidade, acompanhamos os boletins ao vivo de uma emissora de TV, onde o jornalista Matt Lauer, do The Today Show da NBC, e o meteorologista Al Roker, interpretando a si mesmos, comentam a situação. Impagável!

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E antes mesmo de o filme ser lançado, a parceria Asylum/Syfy Channel já havia anunciado que Sharknado 3 seria produzido e tem previsão para chegar às telas em 2015. Longe de querer figurar entre uma importante trilogia do cinema, os tornados com tubarões pelo menos estão no caminho certo para divertir a audiência. Porém, um pouco mais de cuidado com a produção não cairia mal.

Nota: 4,0

Título original: Sharknado 2: The Second One
Direção: Anthony C. Ferrante
Roteiro: Thunder Levin
Elenco: Ian Ziering, Tara Reid, Vivica A. Fox
Origem: EUA

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