RESENHA: Stonehearst Asylum (2014)

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Por Geraldo de Fraga

A distribuição de filmes no Brasil é tão maluca, que um longa produzido por Mel Gibson, baseado em um conto de Edgar Allan Poe, e que conta com um elenco estrelado, não tem nem previsão de chegar a esse lado da Linha do Equador. Stonehearst Asylum (2014), mas que consta no IMDB como Eliza Graves, nome com que foi lançado na Inglaterra, foi a bola da vez.

O roteiro é baseado na história O Sistema do Doutor Alcatrão e do Professor Pena, publicado por Poe em 1845. Nessa adaptação para a telona, acompanhamos o estudante de psicologia Edward Newgate (Jim Sturgess), que chega até o hospital Stonehearst Asylum, na véspera do Natal de 1899, para a fase de conclusão do seu curso. Lá, recepcionado pelo médico chefe da instituição, Silas Lamb (Ben Kingsley), e pelo zelador Mickey Finn (David Thewlis), ele descobre que as técnicas de tratamento são bem pouco convencionais.

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Mas logo em seguida, a verdade é revelada: os pacientes trancafiaram todos os funcionários, incluindo o diretor da instituição, Dr. Salt (Michael Caine), e tomaram conta do local dividindo-se entre várias funções. Ajudado pela paciente Eliza Graves (Kate Beckinsale), Newgate tenta libertá-los, e também fugir do lugar, enquanto se desdobra para não levantar suspeitas por parte de Lamb e Finn.

A direção de Brad Anderson é boa e o roteiro de Joe Gangemi reserva outras surpresas até o final. Tecnicamente (figurino, fotografia, direção de arte), o filme também é competente. Vale destacar também as atuações. Se Jim Sturgess e Kate Beckinsale não se sobressaem (mas também não comprometem), os vilões vividos por Ben Kingsley e David Thewlis roubam a cena. E ainda tem Michael Caine que, como sempre, é muito bem-vindo.

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Onde Stonehearst Asylum fica devendo mesmo é na ousadia. Pelo decorrer da história, fica claro que o texto de Poe não foi seguido à risca. Então, já que era uma livre adaptação, não custava nada ter incrementado a trama. Em um longa que se passa todo dentro de um manicômio, o que se espera é ver a maior quantidade de bizarrices possíveis. Havia muito pano pra manga, mas a produção preferiu deixar tudo muito arrumadinho e se concentrar na história dos mocinhos. Uma pena. Poderia ser bem melhor.

Nota: 6 (de 0 a 10)

Direção: Brad Anderson
Roteiro: Joe Gangemi (baseado em um conto de Edgar Allan Poe)
Elenco: Kate Beckinsale, Jim Sturgess, David Thewlis
Origem: EUA

2 comentários sobre “RESENHA: Stonehearst Asylum (2014)

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