RESENHA: Jessabelle (2014)

jessabelle[1]

Por Júlio César Carvalho

Antes de tudo, tenho de informar que felizmente Jessabelle não tem nada a ver com Annabelle, apesar dos nomes soarem parecidos. Então nada de boneca demoníaca, mas sim lagos, pântanos e mandingas do sul americano. Untitled-4Jessie (Sarah Snook) sobrevive a um acidente automobilístico e é obrigada a voltar para as “brenhas” em St. Francis, Lousiana, morar com seu pai que não via há tempos. Ao encontrar umas fitas VHS onde sua falecida mãe revela coisas “cabulosas” a respeito do seu passado, o clima fica tenso com seu pai e ainda passa a ser atormentada por uma presença maligna na casa. Incapacitada de andar, agora a ruiva tem de se virar com sua cadeira de rodas em busca pela verdade. Dirigido por Kevin Greutert (Jogos Mortais 6, Jogos Mortais – O final), Jessabelle até que rende bons momentos como quando a moça, já pronta para dormir, percebe que não está só e a tal entidade tenta tocá-la através do mosquiteiro. Os sustos estão presentes, claro, mas de uma forma um pouco mais contida. A produção não apela tanto para efeitos sonoros ensurdecedores como é comum. Os efeitos não são lá de encherem os olhos, mas servem bem às cenas. Untitled-3O elenco traz a competente atriz australiana Sarah Snook (Beleza adormecida, As Horas FinaisO Predestinado) que está muito bem no papel da indefesa, porém corajosa, Jessie. Me arrisco a dizer que ela fez até mais do que o mediano roteiro escrito por Robert Ben Garant (Meu Bebê é o Diabo!) pede. Também temos Mark Webber (Querida Wenddy) como amigo de infância da protagonista, e os veteranos David Andrews e a linda Joelle Carter vivendo os pais da moça. Mas apesar desses acertos, Jessabelle peca por não explorar melhor a religião local na qual o mistério é envolto, focando mais no drama da protagonista. Não que isso seja ruim, mas nesse sentido, o filme não mostra nada realmente novo para o espectador, ficando no “mais do mesmo” investigativo. Há outros pontos negativos como a inexpressiva trilha sonora que poderia ter mais relevância e a repentina “câmera na mão com Parkinson” estilo Michael Bay que surge nos momentos de ataque “físico” da alma penada. Escolha infeliz e desnecessária, que foge de toda condução lenta e sóbria do longa. Untitled-2Com o desenrolar da trama, algumas pequenas revelações vão dando peso ao roteiro e felizmente caminha para um desfecho satisfatório que, mesmo não sendo uma resolução tão original assim para os fãs do estilo, atende as expectativas dentro do contexto até ali construído. Para a vista dos mais recentes lançamentos do estilo, Jessabelle pode até não meter tanto medo assim, mas também não faz feio e vale apenas ser assistido em casa.

Veredicto: PELO MENOS NÃO TEM BONECA DEMONÍACA

Nota: O longa estreou mundialmente em novembro de 2014, mas só vai passar nos cinemas brasileiros em 18 de junho desse ano com direto a subtítulo nacional: O passado nunca morre.

Escala de tocância de terror:
Origem: EUA
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Robert Ben Garant
Elenco: Sarah Snook, Mark Webber e Joelle Carter

2 comentários sobre “RESENHA: Jessabelle (2014)

  1. Eu assisti esse (por falta de opção) dublado. PQP… Uma das piores dublagens que eu já ouvi, com cara de que foi dublado em Miami. Enfim, a péssima dublagem estragou completamente a experiência de assistir ao filme, já que todas as cenas onde era necessário algum suspense ou carga dramática ficaram com jeito de comédia involuntária.
    PS: Tb achei q o Júlio ia detonar o filme 🙂

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