RESENHA: O Amuleto (2015)

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Por Givaldo Dias*

Apresentando um roteiro bastante irregular, “O Amuleto” parece uma colcha de retalhos de vários clichês do cinema de terror. E no ato final, o longa derrapa feio ao ficar visivelmente desesperado em tentar responder todas as perguntas criadas no decorrer da exibição. Ainda assim, essa produção nacional é uma experiência interessante mesmo sendo visivelmente perceptível de que seu resultado final poderia ter sido muito melhor.

Na trama, um grupo de jovens vai para uma festa na floresta e acabam se perdendo. Pouco tempo depois, um deles desaparece, dois são encontrados mortos de maneira misteriosa e Diana, a única sobrevivente, está aparentemente confusa e não tem qualquer lembrança do que aconteceu. Enquanto investigam o caso, os policiais irão se deparar com revelações aterradoras que irão se mostrar ainda mais insólitas.

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O elenco encabeçado por Maria Fernanda Cândido e Bruna Linzmeyer tem atuações bem medianas (algumas são bem ruins, para dizer a verdade). O maior destaque do filme vai para o ator Michel Melamed que interpreta o enigmático investigador Reginaldo.

A narrativa intercala tempo atual e flashbacks através das filmagens dos jovens em seus celulares pendendo um pouco para o found footage (com direito a propagandas infinitas da Samsung, parceira da produção). Por outro lado, “O Amuleto” acerta em não apelar para os famosos jump scares tradicionais, criando atmosfera para o suspense. Pena que o diretor Jefferson De se apoie numa sonoplastia exagerada, nos sustos falsos e em alguns momentos bem desnecessários para causar medo no espectador e que simplesmente não funcionam.

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Como havia falado anteriormente, “O Amuleto” usa e abusa dos clichês do terror e a narrativa pisa fundo no acelerador rumo ao seu final para dar ao público as respostas de todos os seus mistérios. E mesmo assim, algumas dessas explicações continuam a não fazer o menor sentido.

Embora o filme possua várias falhas e pontos negativos, ele pode agradar aos fãs e merece uma conferida nem que seja pela oportunidade de vermos mais uma obra brasileira do gênero ganhando espaço em festivais e no circuito comercial. Fica por sua conta e risco.

* Colaboração especial (Filme assistido no Recife em sessão no Cine PE)

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