RESENHA: Pacto Maligno (2014)

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Por Geraldo de Fraga

Pacto Maligno (Mercy) é mais um filme baseado numa história do escritor americano Stephen King. Porém, essa não é a primeira vez que o conto Gramma (publicado em 1985, no livro Tripulação de Esqueletos) é adaptado para as telas. O texto já tinha sido roteirizado, no mesmo ano em que foi lançado, para um episódio da série Além da Imaginação.

Essa versão em longa metragem é dirigida por Peter Cornwell e conta com roteiro de Matt Greenberg, que, inclusive, já trabalhou com uma adaptação de Stephen King: 1408 (2007). Confesso que não li o conto Gramma e tenho uma vaga lembrança do episódio de Além da Imaginação baseado nele.

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A premissa é interessante e vários contos de Stephen King têm boas premissas, mas que não obrigatoriamente resultam em boas histórias e, muito menos, em bons filmes. A história aqui é a seguinte: George (Chandler Rings, o Carl de The Walking Dead) ama sua vó Mercy (a veterana Shirley Knight). Por isso, quando ela tem um ataque e precisa ser internada, o garoto fica arrasado.

Um ano depois, Mercy (já vivendo em uma casa de repouso) sofre um AVC e a clínica não pode (ou não quer) tratá-la do jeito que está. Os médicos a mandam para casa sob os cuidados da filha Rebecca (Frances O’Connor), que é mãe de George e de Buddy (Joel Courtney), o mais velho dos dois.

A família se muda para a antiga residência, no interior do estado da Virginia, para tratar da idosa. A partir daí, os segredos da matriarca começam a vir à tona e logo George começa a desconfiar que sua avó não é lá flor que se cheire. É quando vemos que com um melhor cuidado dava pra tirar algo bom daí, mas nem de longe o filme acerta alguma coisa.

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Não sei se tudo usado por Greenberg está na história original, mas o fato é que a maioria das coisas não se encaixou dentro dos 80 minutos do longa. Talvez, só o passado nebuloso de Mercy e uma revelação no final fossem suficientes, mas ele achou por bem entupir o filme de elementos descartáveis como um livro de magia pra lá de clichê, uma entidade sobrenatural que não faz absolutamente nada de relevante e uma fantasminha camarada. E furos no roteiro, tem? De monte.

Algumas atuações até convencem, como as dos coadjuvantes Dylan McDermott, no papel do affair de Rebecca, e Mark Duplass, interpretando o tio que sabe dos podres da mãe, mas que ninguém leva a sério. Só que, no fim das contas, Mercy tenta ser um filme que se debruça sobre uma obscura história familiar, mas só consegue entediar e, achando pouco, nos brinda com um final pra lá de brega.

Escala de tocância de terror:

Direção: Peter Cornwell
Roteiro: Matt Greenberg (baseado em um conto de Stephen King)
Elenco: Chandler Rings, Shirley Knight e Frances O’Connor
Origem: EUA

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