RESENHA: Pay the Ghost (2015)

MV5BMzY3MTc3NzQ1Nl5BMl5BanBnXkFtZTgwNjk2MDE3NjE@._V1__SX1522_SY1286_

Por Geraldo de Fraga

Mike Lawford (Nicolas Cage) é um professor universitário que trabalha demais e tem pouco tempo para esposa Kristen (Sarah Wayne Callies) e para seu filho Charlie (Jack Fulton). Mas mesmo com essa omissão paterna e com os constantes atrasos em compromissos familiares, os três seguem uma rotina feliz e harmoniosa.

Captura de Tela 2015-09-22 às 14.01.18

Só que no dia do Halloween, uma tragédia acaba com tudo. Durante um passeio no meio da multidão, Mike se perde de Charlie. Após um salto temporal de um ano, descobrimos que o garoto continua desaparecido, o casamento acabou por conta disso e que o pai segue uma rotina de procura incessante de busca ao filho. Incluindo aí uma pressão gigante em cima do detetive Reynolds (Lyriq Bent), responsável pelo caso, que segue sem pista alguma.

Com a proximidade do Dia das Bruxas seguinte, tanto Mike como Kristen, passam a sentir uma presença fantasmagórica do menino. Obcecado por uma frase que o filho disse, segundos antes de sumir – “pague o fantasma”, o pai tenta juntar as peças de um quebra-cabeça sobrenatural, após descobrir essa mesma frase escrita na parede de um estranho edifício.

Captura de Tela 2015-09-22 às 14.01.58

Como fica claro pela sinopse, Pay the Ghost (2015), dirigido pelo veterano Uli Edel (Christiane F. e Corpo em Evidência), é um filme sobre redenção, talvez um dos temas mais populares da história do cinema. A trama, apesar de xarope, dá a impressão de que vai funcionar, pelo menos no início. Além disso, a direção de Edel é segura, o longa foca numa Nova Iorque (que na verdade é Toronto) feia e suja, temos bons efeitos com o timing certo dos sustos, e Nicolas Cage, que tem sofrido tantas críticas negativas, cumpre seu papel.

O problema é que, após criar todo um clima tenso e enigmático, o roteiro Dan Kay (baseado no livro de Tim Lebbon) descamba para soluções fáceis e clichês de todos os tipos. Inclusive o ritmo acelera tanto do meio para o fim, que há dois pontos que chegam a ser constrangedores: primeiro o sumiço repentino do detetive Reynolds da trama. Claro que, como astro de Hollywood, Cage deveria ter mais destaque, mas nada justifica o desaparecimento do personagem de Lyriq Bent.

Captura de Tela 2015-09-22 às 13.59.45

Como se não bastasse, boa parte da explicação sobre o mistério por trás dos eventos é dada por uma personagem que cai de paraquedas na trama e, como ela própria assume, não é especialista no assunto. Entra ainda na conta de catástrofes o final megalomaníaco e totalmente previsível. No Halloween de Nicolas Cage faltaram travessuras, gostosuras e sobraram micos. Pay the Ghost saiu devendo até as calças.

Escala de tocância de terror:

Direção: Uli Edel
Roteiro: Dan Kay (baseado no livro de Tim Lebbon)
Elenco: Nicolas Cage, Sarah Wayne Callies e Lyriq Bent
Origem: EUA

2 comentários sobre “RESENHA: Pay the Ghost (2015)

  1. Que gente chata! Todo filme é ruim, previsivel, etc. Pra quem curte o genero, como eu, o filme é bom. Vale a pena. Nao é excepcional, mas é um bom filme de terror.

    Curtir

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s