RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

Cartaz-LightsOut

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.

Se liga na sinopse: “Desde que era pequena, Rebecca tinha uma porção de medos, especialmente quando as luzes se apagavam”. Nossa… jura?! “Ela acreditava ser perseguida pela figura de uma mulher e anos mais tarde seu irmão mais novo começa a sofrer do mesmo problema”. Qualquer semelhança com O Chamado seria coincidência. “Juntos eles descobrem que a aparição está ligada à mãe deles. Rebecca começa a investigar o caso e chega perto de conhecer a terrível verdade”. É quase um CSI Paranormal.

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Brincadeiras à parte, o longa do sueco David F. Sandberg, tem como base este que foi um dos primeiros temores da humanidade. Natural que muita gente se interesse pelo tema e se identifique com o medo de possíveis criaturas que se escondem no escuro. Conforme a sinopse atesta, o medo do escuro acompanha os personagens em três gerações, indo da infância à terceira idade, ainda que a ameaça não pareça crescer junto ou esquecer seus traumas anteriores.

O fato é que é mesmo complicado extrair uma história grandiosa tendo por base um curta que só possuía mesmo uma cena, mesmo que bem sacada. E quem assistiu ao curta viral acaba indo na expectativa de ter algo na mesma intensidade de medo e sustos. Até então o longa segue à risca a premissa de ver um criatura que se esconde nas sombras e some da vista diante da luz. Para quem acompanha Doctor Who pode até encontrar similaridades disso com os Weeping Angels que se movem e atacam quando você não está olhando. Infelizmente, ou felizmente, as semelhanças param por aqui.

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Se a ação de se revelar e de se ocultar diante do apagar e acender das luzes parece atemorizar as pessoas, esse clima de medo se perde ao longo da trama. A repetição exaustiva dessas cenas e as inevitáveis explicações médico-científicas para justificar os acontecimentos sobrenaturais terminam por decepcionar o fã de terror que vai em busca de algo a mais.

Apesar de frágil em sua essência e no formato de terror blockbuster, “Quando as Luzes se Apagam” tem alguns bons momentos desde que encarado como algo despretensioso. As cenas em que os personagens tentam acender as luzes com o que estiverem à mão para espantar a criatura podem tanto ser tensas e nervosas quanto involuntariamente engraçadas.

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O final ousado para a média de filmes apadrinhados por James Wan faz até com que ele escape da vala comum em que produções recentes tem caído. Ainda assim, não temos nada a temer em um filme cujo vilão tem nome, passado e uma enorme carência afetiva.

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Escala de tocância de terror:

Direção: David F. Sandberg
Roteiro: Eric Heisserer
Elenco: Teresa Palmer, Maria Bello e Gabriel Bateman
País de origem: EUA
Ano: 2016

* Filme visto na cabine de imprensa promovida pela Espaço Z no UCI Recife

2 comentários sobre “RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

  1. Gostei muito da resenha,achei bem condizente com o que foi visto no filme,temos opiniões bastante parecidas,porém não entendi a analogia: “Ela acreditava ser perseguida pela figura de uma mulher e anos mais tarde seu irmão mais novo começa a sofrer do mesmo problema”. Qualquer semelhança com O Chamado seria coincidência.
    Em nenhum dos dois filmes já lançados,vi algo que remetesse ou se assemelhasse à “Quando as luzes se apagam”.
    Abs

    Curtir

  2. Pingback: RESENHA: Annabelle 2: A Criação do Mal (2017) | Toca o Terror

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