RESENHA: Ouija: Origem do Mal (2016)

Ouija: Origem

[Por Felipe Macêdo]

Recentemente tivemos um “boom” de filmes que abordam os temas sobrenaturais e entre mais conhecidos temos Atividade Paranormal e Invocação do Mal entre outros. A série Ouija se encaixa bem nesse nicho e tendo como uma das produtoras a famigerada Blumhouse.

Ouija: Origem

O filme original realizado em 2014 foi massacrado pela crítica, mas rendeu expressivos números de bilheteria e logo uma segunda parte foi anunciada, dois anos depois. A sequência sai com o subtítulo “Origem do Mal”, evidenciando que o novo filme na verdade é um “prequel” aos acontecimentos do longa anterior. Para ser bem sincero, são poucas coisas que ligam os dois filmes e ambos funcionam melhor de forma independente.

Ouija: Origem do Mal (Ouija: Origin of Evil, 2016) acompanha a vida de uma família tipicamente suburbana dos anos 60 composta por uma mãe e suas duas filhas, que sofreu um baque com a morte prematura do patriarca. Tentando sobreviver, a mãe ganha a vida como uma médium charlatã que, com a ajuda das filhas, dá conforto, mesmo que falso, às pessoas que as procuram. A vida delas muda para pior, quando compram a famigerada tábua Ouija e se veem ameaçadas por espíritos reais e nada bonzinhos.

Ouija: Origem

O longa é dirigido e co-escrito por Mike Flanagan, figurinha conhecida entre os fãs de terror e responsável por filmes como: Rush – A Morte Ouve, Sono da Morte e O Espelho. A impressão que fica é que a “escola James Wan” foi a escolhida pelo diretor. O filme é bem competente em mostrar e desenvolver suas protagonistas de forma convincente, mesclando drama e terror de forma quase satisfatória. A primeira e melhor parte do filme trabalha muito bem o medo do escuro, sem apelar para jumpscares e aparições gratuitas.

Já a segunda metade parece se render ao cinemão de excessos, onde tudo é motivo para mostrar a assombração principal, mesmo que narrativamente não faça sentido algum. A impressão que fica é que o estúdio queria mais o monstro em cena, a fim de agradar os adolescentes que lotam as salas de cinema.

Ouija: Origem

Mesmo sendo bastante irregular, Ouija tem bons e até ousados momentos. O clímax em seu contexto se difere do cinema pipoca, mas é atrapalhado mais uma vez pelo exagero, causando risos involuntários. E a última cena é simplesmente dispensável. Existem também homenagens a clássicos como Poltergeist e O Exorcista. Uma pena não manter a qualidade deles. Ainda sim, é bem superior ao primeiro filme e pode agradar a quem não exija muito.

Direção: Mike Flanagan
Roteiro: Mike Flanagan e Jeff Howard
Elenco: Elizabeth Reaser, Lulu Wilson e Annalise Basso
Origem: EUA

Escala de tocância de terror:

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