RESENHA: A Múmia (2017)

[Por Felipe Macêdo]

As areias do tempo as vezes trazem coisas boas e também trazem releituras desnecessárias de clássicos do passado. Seja na música, nos games ou nesse caso nos cinemas. O novo A Múmia (2017) tem a missão de iniciar o universo compartilhado de monstros da Universal. O longa protagonizado por Tom Cruise mostra que esse caldo tá mais para uma mistura entre Penny Dreadful (2014-16) e A Liga Extraordinaria (2003).

Cruise interpreta Nick Morton, um integrante do exército americano extremamente cínico e egoísta que acidentalmente libera a mortal múmia de sua prisão e se vê no alvo da criatura que tem planos nefastos para ele. Resta a ele apenas fugir, enquanto descobre um jeito de parar a maldição e a sedutora Ahmanet.

O filme segue os passos da versão de 1999 com Brendan Fraser, ou seja, prioriza mais a aventura do que o horror, embora esse tenha mais momentos dark que seu antecessor. O diferencial e o principal problema dessa nova versão é que as cenas de ação são tão plásticas e sem sentimento que mesmo sendo bem feitas, não passam nenhuma emoção a quem assiste. O clímax é um bom exemplo disso. Até mesmo os figurantes são tão falsos e causam tal estranheza que eventualmente causam riso pela artificialidade da cena.

Culpa disso vem do diretor Alex Kurtzman que não consegue causar empatia pelos personagens, mesmo eles sendo clichês certos desse tipo de filme. Mesmo nas cenas de ação, não existe empatia nenhuma. A única exceção é da vilã, que primeiramente é mostrada como empoderada, para depois ficar submissa à vontade de um Deus masculino. Vale citar também a mocinha que é a típica garota em perigo que depende unicamente do herói para se salvar das situações (que feio roteiristas! que feio!). O roteiro também tem sua grande parcela de culpa, apelando para momentos clichês, soluções fáceis e na criação de momentos verdadeiramente piegas que desconstroem os personagens.

Uma coisa a se notar é que o roteiro é uma verdadeira colcha de retalhos, chupando situações de filmes famosos como: Um Lobisomem Americano em Londres, Piratas do Caribe e Missão Impossível, além dos já citados no início. Antes que esqueça, o possível elo entre os filmes será Henry Jekyll, interpretado de forma cartunesca por Russel Crowe. A situação piora quando o Mr. Hyde entra, além de uma caracterização ruim, o ator exagera tanto na tinta que o resultado é constrangedor.

No fim, A Múmia vai agradar quem procura uma sessão pipoca descerebrada e clichê. O início desse dark universe é bem fraco e coloca em cheque a qualidade dessa possível franquia.

Escala de tocância de terror:

Título: A Múmia
Ano: 2017
Diretor: Alex Kurtzman
Roteiro: David Koepp, Christopher McQuarrie,Dylan Kussman
Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella,Russel Crowe, entre outros

3 comentários sobre “RESENHA: A Múmia (2017)

  1. concordo plenamente que filme uó muito fraco, história nada haver…mistutar templários com múmia e o Dr Hayde…. a unica parte que valeu a pena foi “easter eggs” do livro de amon-ra que teve uma aparição timida kkkk

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Comentários

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