DICA DA SEMANA: Drácula de Bram Stoker (1992)

Por Gabriela Alcântara

Para quem não é fã de horror, pode parecer estranho falar da beleza dentro dos filmes de gênero, que comumente são lembrados pelos banhos de sangue e violência (muitas vezes excessiva e sem sentido, como em muitos filmes atuais). Contrariando essas crenças de “feiura”, um dos filmes de terror mais bonitos de todos os tempos chega aos seus 25 anos neste ano, e continua tão belo como quando foi lançado. Falo de “Drácula de Bram Stoker”, dirigido pelo genial Francis Ford Coppola e que está disponível no Netflix.

Fugindo de diversos estereótipos do gênero, Coppola constrói um romance vampiresco que preza muito mais pela atmosfera do filme do que pelo horror em si. Aqui entramos em um universo lúgubre, triste e solitário, enquanto acompanhamos a busca de Drácula (belamente interpretado por Gary Oldman) pela versão atual de sua amada Elisabeta/Mina (a maravilhosa Winona Ryder).

Esse universo é representado principalmente pelos figurinos (o filme foi inclusive vencedor do Oscar nesta categoria), que além de ajudarem a compor as personalidades de cada personagem, funcionam como elementos fortes dentro da cena, atraindo nossa atenção para aquilo que é importante. Há por vezes um balé impressionante especialmente nas peças vermelho-sangue, usadas por Drácula e pela bela Lucy (Sadie Frost). O figurino de noiva de Lucy é talvez uma das peças mais lindas e bem trabalhadas do cinema (e uma das referências para o figurino que a drag Sasha Velour usou na finale do RuPaul’s Drag Race deste ano).

Outros elementos que parecem “dançar” majesticamente na mise-en-scène são os atores, especialmente Drácula e sua sombra, que evidenciam logo suas intenções na interação entre a personagem e o jovem Jonathan Haker (pobremente interpretado por Keanu Reeves).

Com um elenco que responde à altura do que é proposto – exceto por Keanu, que aparentemente nasceu fazendo aquela cara de confuso, e cuja escolha para o papel foi justificada por Coppola como uma “isca para atrair adolescentes ao filme” – o “Drácula” de Coppola é um excelente filme que deve ser visto, revisto e estudado por todos aqueles que amam o cinema de horror.

Título original: Bram Stoker’s Dracula
Ano: 1992
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: James V. Hart
Elenco: Gary Oldman, Winona Ryder, Anthony Hopkins
País de origem: EUA

Um comentário sobre “DICA DA SEMANA: Drácula de Bram Stoker (1992)

  1. esse dracula é uma historia de amor xexelenta, brega, piegas e presunçosa isso sim…
    30 dias de noite é uma historia de vampiros de responsa..

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Comentários

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