SÉRIE: Castlevania (2017)

[Por Felipe Macedo]

Sou gamer desde de quando me entendo por gente e passei boa parte da minha vida me divertindo (e me estressando) com essa mídia. Conheci a série Castlevania nos 16bits e já sabia que era uma franquia já bastante estabelecida antes (em 8 bits), mais precisamente no nintendinho. Passei várias tardes dando chicotadas em lobisomens, medusas, zumbis e claro no vampirão mais famoso do mundo: O Conde Drácula.

A trama era basicamente simples e se resumia com a aparição do castelo do vampiro, o caos e mortes gerados por isso. Daí vem um herói determinado a destruir o mal. Com a geração de consoles seguinte, a trama se aprofundou e trouxe para mim e para a maioria dos fãs o jogo perfeito: Castlevania: Sympony of the night, trazendo uma trama mais adulta e profunda.

Fiquei meio reticente quando a Netflix anunciou a série animada. Vale ressaltar que não fiquei empolgado com o material de divulgação. Quando dei uma chance por conta de ser fã da série de jogos e pelo hype, acabei me redendendo e assumindo o quanto a série é boa. Não é perfeita, mas traduz muito bem o clima dos jogos e traz elementos dos mesmos sem deixar quem nunca jogou boiando.

A trama pega elementos de Castlevania 3: Dracula´s Curse e Castlevania: Symphony of the night colocando mais camadas à trágica história de horror e fantasia. Aqui na série da Netflix, Drácula se revolta quando sua esposa é queimada na fogueira, acusada pela igreja de heresia e bruxaria. A verdade é que ela era uma cientista e usava conhecimentos não aprovados pela igreja para ajudar as pessoas. A morte dessa personagem evoca o lado sombrio do vampiro, que em busca de vingança não poupará nem os inocentes e trará o inferno para a Terra (literalmente).

Um dos grandes acertos é colocar o Drácula como uma figura trágica e amargurada. Mesmo que não se concorde com seus atos se compreende os motivos. Por outro lado foi extremamente corajosa a decisão de colocar a igreja como uma das principais antagonistas da trama. Todos os erros da igreja cometidos na Idade Média estão aqui e encarnados na figura do Bispo. A contraparte também é ótima e Trevor Belmont se torna um bravo herói na medida em que a série avança.

Outro grande acerto foi não minimizar nas cenas de violência. Temos pessoas sendo rasgadas, cortadas ao meio, bebês sendo devorados e outras coisas fofas. A qualidade de animação é ótima e não faz feio em relação a outros exemplares. O ruim é que a temporada é bem curta (4 eps) e deixa um gosto de quero mais. Felizmente a série já foi renovada e com o dobro de episódios para a nova temporada.

Escala de tocância de terror:

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