RESENHA: Hellraiser Judgment (2018)

[Por Júlio César Carvalho]

Até então, o último longa da franquia dos “Renascidos do Inferno” tinha sido em 2011. Achando pouco, em pleno 2018, a galera solta mais uma presepada pra avacalhar com os cenobitas. Cadê respeito?

Escrito e dirigido por Gary J. Tunnicliffe (Hansel & Gretel, 2002), HELLRAISER JUDGMENT abre logo com um diálogo entre Pinhead e um tal de “Auditor” em que falam da obsolescência da famosa caixinha que abre as portas do inferno, já que essa geração da internet só vive nos celulares e não brincam mais com brinquedos convencionais(!). HAHAHAHA! (desculpa) Ao mesmo tempo, acompanhamos a investigação de três detetives em busca de um serial killer cabuloso autodenominado “Preceptor”. Daí você tira pra onde essa investigação vai levar, né?

Nada aqui se aproveita. O lado ~filme policial~ é uma porcaria de tão mal escrita e conduzida e a bancada cenobita é tão mal trabalhada que você chega a esquecer várias vezes que eles existem durante o longa. Os diálogos fazem você virar os olhos tantas vezes que chega a dar tontura de tão bobos. As cenas de gore são tímidas, se resumindo praticamente a fluidos escuros sujando o povo ou o chão dos cenários com cara de cenários(!).O filme parece ter medo de mostrar violência. Os visuais dos cenobitas em nada chocam ou causam agonia, me fazendo pensar numa possível consultoria do Rob Zombie nesse sentido. Pelo que pesquisei, não teve, mas vai que…

Pra ser justo, o novo “Pinhead”, desta vez vivido por Paul T. Taylor, até que nos concebe uma voz marcante e um semblante de respeito ao personagem. É o contrário do ridículo Pinhead com cara de “engenheiro de Prometheus ” encarnado por Stephan Smith Collins no “Hellraiser: Revelations” de 2011. Infelizmente, o fraco roteiro não colabora e o personagem não entrega nada além de uma boa presença. Os demais cenobitas são totalmente esquecíveis. Esta obra tenta até refazer uma cena e fala do clássico de 1987, mas a única reação que gera é: Não! Não faz isso n… já era.

Eu sei que deveria desenvolver um pouco mais sobre cada aspecto xingado aqui no texto, mas escrever sobre este erro cinematográfico também é algo sofrível de ser feito. O fato é que HELLRAISER JUDGMENT, além de todos os pesares porcamente já citados, ainda se mostra pretensioso por tentar dar novos rumos à franquia. Pena que é tanta incompetência por parte de todos os envolvidos, que tudo acaba sendo uma dolorosa vergonha alheia.

Nota 01: Tem cena pós-crédito que só vi porque ao seu término, esqueci de desligar a TV e quando voltei pra fazê-lo, a cena começou. Uma merda.

Nota 02: Antes deste longa, em 2013 teve um teaser trailer que prometia um outro filme chamado HELLRAISER: ORIGINS, que até que me animou na época, mas nunca saiu disso. Hoje em dia eu penso que ainda bem.

Escala de tocância de terror:

Direção: Gary J. Tunnicliffe
Roteiro: Gary J. Tunnicliffe
Elenco: Damon Carney, Randy Wayne, Alexandra Harris
Origem: EUA
Ano de lançamento: 2018

Um comentário sobre “RESENHA: Hellraiser Judgment (2018)

  1. Pessoal, uma sugestão. Pq não concentrar esforços em buscar filmes legais para divulgar , em vez de comentar bombas que já foram comentadas em tudo qto é site? Basta dizer q o filme é uma porcaria e pronto… isso no máximo.

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Comentários

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