RESENHA: Maligno (2019)

[Por Felipe Macedo]

Filmes com crianças malvadas existem a rodo. E há um bom tempo quando é anunciado um novo com essa temática, é de se esperar uma certa desconfiança. Ainda mais quando é algo mainstream. “Maligno”, já adianto, não foge à regra e é uma colcha de retalhos de outras produções famosas, conforme vou dizer mais na frente. Não é essa bomba como muitos podem imaginar. Para quem não se importa com o cinemão pipoca, esse longa vai lhe divertir ao ver as maldades de Miles e as desventuras de seus pais.


A trama segue um jovem casal que, depois de várias tentativas, consegue realizar o sonho de serem pais. O problema é que a hora de nascimento da criança também é a hora da morte de um perigoso serial killer que reencarna em Miles. Aos poucos sua nefasta persona vai se apossando do garoto. Relaxem com spoilers… essa apenas é a cena inicial. A partir dai o comportamento do garoto se torna violento, imprevisivel e com o perdão do trocadilho… maligno. Seus pais, então tentarão de todos os jeitos salvar a alma do garoto desse mal.

Viu? Dá pra notar que originalidade não é o forte deste novo filme. Logo de cara não tem como não lembrar de Brinquedo Assassino (1988) pois a cena de possessão lembra a bastante a do boneco Chucky, faltando apenas raios e trovões como no original. A partir dai, jogue no perigoso liquidificador A Profecia (1976), A Orfã (2009) e umas pitadas de Invocação do Mal e todo seu universo. Essa mistura tinha o intuito de ficar com o sabor de Hereditário (2018), mas passa longe de ter tanta substância.

Maligno” então é ruim? Não. Passa longe disso e confesso que me diverti bastante. A direção tem momentos bacanas, mas no geral é bem irregular com um ritmo constantemente quebrado. As atuações, no entanto, são muito boas. O ator mirim rouba a cena e realmente parece encapetado enquanto os demais passam credibilidade em suas atuações. Surpreendentemente, o gore existe e duas cenas me chamaram a atenção. Pra concluir: “Maligno” é um filme pipoca que diverte o público e consegue ser bastante superior a produções recentes e famosas como o esquecível “A Freira” (2018).

Escala de tocância de terror:

Diretor: Nicolas McCarthy
Roteirista: Jeff Buhler
Elenco: Taylor Schilling, Jackson Robert Scott, Colm Feore e outros
Ano de lançamento: 2019

Um comentário sobre “RESENHA: Maligno (2019)

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