RESENHA: Brightburn – Filho das Trevas (2019)

[Por Felipe Macedo]

Filmes de heróis estão aí aos montes mostrando bravuras e sacrifícios pelo bem da humanidade. Mas se a coisa fosse diferente? Se ao invés de nos salvar, um ser poderoso viesse querer nosso extermínio? Essa é a premissa de “Brightburn – Filho das Trevas”, mesclando quadrinhos e filmes de crianças malvadas.

A história é bem parecida com a origem do Superman, que foi contada e recontada em HQs, filmes, games, etc. Numa noite, um casal que mora no meio do nada testemunha a queda de uma nave espacial adotando seu pequeno tripulante como filho. Passados alguns anos, o garoto vai descobrindo poderes e ao invés de querer ajudar a humanidade, pensa em subjugá-la e matar quem estiver no caminho.

Dito isso, deixo claro que não gosto do herói Superman. Acho ele cafona e unidimensional. Com poderes quase divinos fica difícil pra qualquer vilão se tornar uma ameaça de fato. Esta minha visão vem mais dos filmes e jogos, uma vez que li poucos quadrinhos dele por conta desse abuso com o personagem. Abuso esse que mudou um pouco quando saiu o primeiro jogo da série “Injustice”, onde o personagem enlouquece por conta de um plano maligno do Coringa, tornando-se um vilão cruel. Procurando um pouco, descobri que existem arcos e histórias “e/se” que mostram essa visão vilanesca do personagem.

Embora no filme não seja o Superman de fato, todo histórico e poderes do personagem estão aqui para serem usados pra o mal. Se isso fosse bem utilizado, teríamos uma trama interessante e cheia de nuances. Mas infelizmente isso não acontece. O roteiro e a direção estão mais interessados no poder e destruição do que desenvolver os personagens que tomam decisões irritantemente idiotas que atrapalham ainda mais o longa.

Nada é tratado com profundidade e seus acontecimentos passam batidos, sem o mínimo de emoção. Pra piorar, as cenas são extremamente clichês. Fica óbvio pra onde a história vai seguir tornando tudo mais irritante. Em compensação, o lado gore surpreendentemente flui aqui que é uma beleza. Na maioria das cenas, tudo é mostrado sem cortes e com momentos genuinamente nojentos. Isso é bom, mas já foi provado que só isso não segura um filme. É preciso ter tudo estruturado pra que até mesmo essas cenas tenham mais poder.

Resumindo é uma puta ideia desperdiçada que foi reduzida a um slasher sobrenatural sem um pingo de personalidade. Terrível não é, mas fica o gosto amargo do que poderia ter sido.

Diretor: David Yarovesky
Roteiro: Brian Gunn, Mark Gunn
Elenco: Elisabeth Banks, David Denman, Jackson A. Dunn e outros
Ano de lançamento: 2019
País de origem: EUA

Escala de tocância de terror:

2 comentários sobre “RESENHA: Brightburn – Filho das Trevas (2019)

  1. Eu estava super empolgada com a ideia desse filme achei que poderia ser muito legal.
    Dei uma desanimada agora.
    Mas mesmo assim vou assistir

    Curtir

Comentários

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