RESENHA: Godzilla II – Rei dos Monstros (2019)

[Por Jarmeson de Lima]

Quando o “primeiro” Godzilla desta década foi anunciado, estava cheio de boas expectativas. Afinal de contas, era o filme blockbuster que estava comemorando os 50 anos do filme japonês original com aquela superprodução a que tinha direito. E depois de Pacific Rim não seria difícil acertar num filme com kaijus e lutas de proporções colossais. Sendo que o filme de 2014 foi uma baita decepção com muito lenga lenga e poucas cenas de ação…

Em 2017, parece que o jogo virou quando lançaram “Kong: Ilha da Caveira” em uma produção correlacionada a este monsterniverse em parceria com a Toho. Com isso, resolveram acertar os ponteiros e entregaram neste “Godzilla II: Rei dos Monstros” um produto mais bem acabado.

Ainda assim, este terceiro capítulo que nos prepara para um encontro de titãs não rendeu tudo que podia. Com os melhores ingredientes e lutadores do mundo (Mothra, Rodan, Ghidorah e o próprio Godzilla), o novo longa prometia muito, mas ainda desliza nos mesmos erros do capítulo de “origem” do monstro japonês mais famoso de todos os tempos.

Vejam bem, este é um filme de monstros, certo? Os humanos aqui são meros coadjuvantes e todo o planeta nada mais é do que um ringue de luxo para estes seres bizarros. Tendo isso em mente, bastava uma meia hora de enredo pra “explicar” a aparição dos novos personagens gigantes e a chegada de Godzilla para colocar a ação pra rodar. E isso de fato acontece! O esperado confronto entre o dinossauro mutante radioativo contra King Ghidorah dura bons minutos de tela, mas ainda assim entrecortado por cenas de família.

A família em questão é a de Vera Farmiga separada no primeiro filme que retorna aqui como ligação na trama que traz pesquisadores de uma grande corporação em um embate contra ‘ecoterroristas’. Em algum momento o plano de libertação dos monstros hibernados pelo mundo deve ter feito sentido no roteiro, mas no filme tudo fica parecendo um devaneio da cientista que quis dar uma solução fácil para a iminente destruição que o ser humano provoca na Terra. De resto, esta nova produção ainda serve de homenagem ao clássico “Ghidorah, O Monstro Tricéfalo” (1964) que tem um verdadeiro choque de monstro.

Apesar destas ressalvas, pode se divertir com a luta de todos estes monstros clássicos em uma versão digital com altos rugidos e efeitos de som bem construídos. O que nos resta agora é esperar pelo próximo embate que trará Kong x Godzilla se o planeta sobreviver.

Escala de tocância de terror:

Direção: Michael Dougherty
Roteiro: Michael Dougherty e Zach Shields
Elenco: Kyle Chandler, Vera Farmiga, Millie Bobby Brown, Ken Watanabe
Ano de lançamento: 2019
País de origem: EUA

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