DICA DA SEMANA: A Cidade dos Amaldiçoados (1995)

[Por Gabriela Alcântara]

Se você é como eu e tem uma paixão especial por filmes de John Carpenter e também por crianças maléficas com olhos que brilham (um beijo pra Bonnie Tyler e sua obra prima, Total eclipse of the heart!), “A Cidade dos Amaldiçoados” é o filme certo pra dar o pontapé inicial no final de semana. Claro que, especialmente nos dias de hoje – e especialmente entre o público mais jovem – o filme pode arrancar algumas risadas devido aos efeitos especiais datados. Então se você for assisti-lo sem pretensões de assistir a um filme sério, seria ainda melhor. Continuar lendo

RESENHA: Blutgletscher (2013)

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Por Geraldo de Fraga

Todo mundo sabe que, na história do cinema, existe uma infinidade de filmes parecidos uns com os outros. Não estamos falando de remakes ou de adaptações, apenas de uma idéia inicial que pode seguir caminhos diferentes e gerar obras independentes tendo apenas em comum um ponto de partida semelhante.

Existem vários filmes com a mesma premissa e que se valem de enredos diferentes para se manterem distantes, primando, claro, pela qualidade do roteiro. Infelizmente, não foi o que o austríaco Marvin Kren conseguiu fazer com Blutgletscher, seu segundo longa, lançado no ano passado. É impossível assisti-lo sem que as comparações com Enigma do Outro Mundo, de John Carpenter, surjam de cinco em cinco minutos. Continuar lendo

PERFIL: Kurt Russell

Alguns fatos que talvez você não saiba a respeito do ator Kurt Russell:

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  • Seu nome completo é Kurt Vogel Russell.
  • Tem um filho ao lado da atriz Goldie Hawn com quem mora junto há 30 anos.
  • É piloto licenciado pela Federal Aviation Administration – FAA e membro da National Rifle Association – NRA.
  • Fez teste de elenco para ser Han Solo em Star Wars e Flash Gordon no filme de 1980.
  • Nas filmagens de The Thing, o ator quase se acidentou de um jeito sério durante a cena da explosão de dinamite. Ele não imaginava que a explosão seria tão grande quanto foi e a sua reação na cena foi real.
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  • A presença de Lee Van Cleef em Fuga de Nova York fez ele criar uma voz estilo Clint Eastwood para Snake Plissken, seu personagem favorito de todos os tempos.
  • Fez cinco filmes ao lado do amigo e diretor John Carpenter, e mesmo assim recusou um papel em The Fog.
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  • Faz a maioria de suas cenas de ação sem precisar de dublê.
  • Concorreu com Mickey Rourke, Sylvester Stallone e Ving Rhames para o papel de Stuntman Mike em À Prova de Morte. Robert Rodriguez foi quem decidiu por Tarantino em colocá-lo no elenco do filme.
  • RESENHA: John Carpenter’s Cigarette Burns (2005)

    Por Jarmeson de Lima

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    Convidado a participar do projeto de TV “Masters of Horror”, John Carpenter produziu um episódio para a série em 2005. O episódio foi chamado de “Cigarette Burns” e de toda a primeira temporada do projeto, este foi o melhor telefilme. Se a partir do final dos anos 90, o mestre Carpenter deixou a desejar em suas obras, ele compensou toda esta baixa criatividade neste filme feito para a TV, que conta com a participação dos atores Udo Kier e Norman Reedus.

    A história começa com uma projeção de cinema e o diálogo “Um filme é magia. E nas mãos certas é uma arma”. É assim que somos apresentados a Kirby Sweetman, personagem de Norman Reedus que é dono de um cinema afundado em dívidas e que também sabe como ninguém como achar películas raras pelo mundo.

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    Certa noite ele é contratado por um rico cinéfilo para encontrar um filme raríssimo, cuja única cópia encontra-se desaparecida há anos. Trata-se de “La Fin Absolue du Monde”, uma película com uma fama maldita que se notabilizou por despertar a fúria e insanidade de plateias pelo mundo causando mortes em plena sessão.

    O tal filme é tão sinistro que todos os envolvidos em sua produção acabaram com um fim trágico. Isso já seria motivo suficiente para Sweetman desistir da ideia, mas como a recompensa lhe salvaria de todos os seus problemas, ele decide enfrentar os possíveis perigos. Daí em diante ficamos sabendo que a cada passo que ele dá em direção ao encontro da cópia, as situações vão se tornando cada vez mais bizarras e com personagens ainda mais estranhos.

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    Carpenter sabiamente consegue nos envolver junto a esta trama misteriosa assim como seu personagem principal, onde passo a passo vamos descobrindo que o “filme” não é apenas um “filme”. Isso fica ainda mais claro com a metáfora da “marca de cigarro” na tela (traduzindo: quando um filme de 35mm é exibido, no final de cada rolo alguns frames vêm com uma espécie de queimadura no celuloide para indicar a troca por outro rolo) mostrando a imersão do personagem no trágico destino dos que viram “La Fin Absolue du Monde”.

    É delicioso ver como o mestre do horror revisita um pouco da metalinguagem que exercitou em “À Beira da Loucura” (“In the mouth of Madness”) nesta obra mais recente, usando neste caso não a literatura, mas diversas referências da sétima arte. Mas como o filme é feito para a TV, uma dúvida que paira é se o roteiro teve que ser muito enxugado para caber nos 57 minutos de história. De certa forma fica um gostinho de “quero mais” ao fim do filme, mas isso foi algo que John Carpenter sempre soube fazer bem em sua trajetória.

    Cigarette Burns


    Para ouvir mais sobre o filme e outras obras de Carpenter:

    GENTE: John Carpenter

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    Uma unanimidade na equipe do Toca o Terror é o cineasta John Carpenter. Além de obras-primas que você TEM QUE VER como “Halloween“, “Enigma do Outro Mundo” e “Eles Vivem“, recomendamos aqui outras obras dele:

    * 1976 – Assalto a 13ª DP
    * 1978 – Alguém me Vigia (Feito para TV)
    * 1980 – A Bruma Assassina
    * 1983 – Christine
    * 1987 – Príncipe das Sombras
    * 1994 – À Beira da Loucura
    * 2005 – Cigarette Burns (Feito pra TV)

    Carpenter também se tornou notável por ter composto grande parte da trilha sonora dos seus filmes. O tema principal de Halloween foi o mais marcante. O seu primeiro álbum de estúdio, Lost Themes, no entanto, só foi lançado em 2015.