CLIPPING: Diario de Pernambuco (30/01/2014)

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Podcast pernambucano sobre o gênero de terror completa um ano

“Toca o terror” dá dicas periódicas e faz comentários sobre filmes, séries, HQ’s e livros

O podcast Toca o terror composto por sete pernambucanos está completando um ano. O grupo chegou ao 50º programa falando sobre livros, filmes, HQs e seriados do gênero terror.

O grupo de Queops Negronski, Geraldo de Fraga, Jota Bosco, Osvaldo Neto, Jarmeson de Lima, Diogo Siri Monteiro e Júlio Cesar Carvalho foi formado em 2012 para expor opiniões diversas sobre produções favoritas de terror de cada integrante.

O 50º episódio chegou totalizando mais de 5 mil audições em streaming no Soundcloud e 1.390 downloads dos arquivos em áudio. O grupo ainda mantém um blog que fala sobre os mais variados temas que envolvem terror no Recife.

Link: Diario de Pernambuco

HISTÓRIA: Frankenstein (1931)

Lançado em 1931 nos Estados Unidos pela Universal Studios, “Frankenstein”, de James Whale, só veio a ser exibido no Brasil no ano seguinte. Esta pequena demora, no entanto, ajudou e muito o filme, que cativou público e imprensa. Na época de sua estreia no Rio de Janeiro, a Folha da Manhã considerou o filme como “o maior trabalho do gênero aparecido até hoje”.

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Tamanha repercussão gerou uma grande procura pelo filme, que teve um dos maiores êxitos de bilheteria na época. No entanto, como a censura brasileira considerou o filme “impróprio para menores e senhoritas”, os exibidores tiveram um trabalho maior para divulgar o filme e apelaram até para avisos informativos como este. Continuar lendo

MATÉRIA: Terror nos quadrinhos brasileiros

*Publicado na Folha de S.Paulo em 05/01/2014

Terror retorna aos quadrinhos brasileiros
Por Cesar Soto

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O terror, gênero popular nos quadrinhos brasileiros entre as décadas de 1960 e 1980, passa por uma retomada. Vampiros e zumbis saem do esquecimento e figuram nas capas de diversas publicações nacionais.

A revista “Spektro”, um dos títulos mais importantes do estilo nos anos 1970 e 1980 no Brasil -com tiragem que chegou a quase 40 mil exemplares-, será relançada no final de janeiro com HQs e matérias sobre o gênero.

A responsável é a Ink Blood Comics, editora que também lançou, em outubro, a “Stigma”, coletânea mensal de horror e ficção científica. “Nosso público é de saudosistas, embora a ‘Stigma’ tenha sido vendida para um público bem jovem. A série [de TV e quadrinhos] ‘The Walking Dead’ está fazendo os adolescentes procurarem o gênero”, diz Fabio Chibilski, dono da editora.

O interesse pelos mortos-vivos do norte-americano Robert Kirkman, cujas HQs de “The Walking Dead” estão frequentemente na lista de mais vendidos do jornal “The New York Times”, tem refletido em títulos brasileiros.

“Parafusos, Zumbis e Monstros do Espaço” (Veneta), novela gráfica do paraibano Juscelino Neco, chegou às livrarias em agosto. A história, que se aproxima da comédia, mistura criaturas, tripas, sangue e um anti-herói alcoólatra e viciado em pornografia.

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Em 2011, quase dez anos após o seu fim, a revista “Calafrio” foi retomada pelo seu criador, o quadrinista Rodolfo Zalla, 83. A publicação, que também reúne diversas histórias sangrentas, está em sua nona edição após a volta.

“Nos anos 1960 e 1970, o terror era fenômeno de vendas em HQs, filmes e livros”, diz Marcio Baraldi, diretor de “Ao Mestre com Carinho”, documentário sobre Zalla. Segundo Baraldi, as editoras maiores evitavam o terror por considerarem o gênero uma subcategoria, o que beneficiou editoras menores. “Era só colocar o Drácula na capa que vendia”.

Link: http://www.folha.uol.com.br