RESENHA: Nightflyers (2019)

[Por Jarmeson de Lima]

Os algoritmos da Netflix andam a 1000 km/h ultimamente. Meio que já deu pra sacar como é o modus operandi deles, né?! São esses dados de preferência dos usuários e as tendências de consumo mundial que estão norteando a gigante do streaming audiovisual. E quando não conseguem algo de ponta, eles apelam pra um ‘remake’ tipo o seriado de “Perdidos no Espaço” ou adaptam histórias pouco conhecidas de escritores famosos a exemplo de “1922” de Stephen King.
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RESENHA: American Horror Story: Coven

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Por Geraldo de Fraga

Depois de tanto comentarmos aqui no blog e no podcast, eis que chegou ao fim a terceira temporada de American Horror Story exibida pelo canal Fox no Brasil. A notícia de que a série, antes mesmo da season finale, já estava renovada para mais uma temporada prova que o programa é sucesso absoluto com o público estadunidense. Mas a pergunta que fica no ar é: AHS agrada aos verdadeiros fãs de horror ou apenas a audiência formada por adolescentes?

Existe uma gama gigantesca de seriados voltados para esse segmento de telespectadores: True Blood é seu maior exemplar, mas temos outros como Vampire Diaries e Teen Wolf. Minha opinião é que o terror em AHS, apesar de não ser infantilizado ou romantizado, como nesses programas que citei, é sim plastificado pelo padrão da TV americana.

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Vamos listar primeiro os pontos positivos. Falando especificamente dessa terceira temporada, que abordou a Bruxaria como tema, o seriado repetiu a receita e reuniu praticamente o mesmo elenco. Melhor ainda, adicionou três grandes atrizes à trama: Gabourey Sidibe, Angela Bassett e a oscarizada Kathy Bates. Todas ótimas. Sem contar Jessica Lange, bem como sempre.

A história é ambientada em Nova Orleans. Sendo assim, o roteiro consegue abordar tanto a bruxaria européia como a magia vodu tão importante nessa região. O folclore da Luisiana é um dos terrenos mais férteis para histórias de horror nos EUA. A produção, como fez outras vezes, acertou em colocar personagens reais na trama. Nesse caso, temos a ricaça Delphine LaLaurie (Kathy Bates) que torturou, mutilou e matou cerca de 96 escravos nos anos 1800.

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As cenas de violência também foram boas. Bruxas queimadas vivas, olhos perfurados, membros amputados e gargantas cortadas, deram o ar da graça durante todo o seriado. Outro ponto positivo foi a abertura, que junto com a já conhecida música tema, ficou a melhor até então.

Mas mesmo com tantas coisas boas, AHS manteve os mesmos erros das temporadas passadas. É uma característica da série manter um vasto leque de tramas paralelas e isso atrapalha. Primeiro porque nem todas são interessantes. Segundo, porque são tantos personagens entrando e saindo da história que parece que estão ali só para fazer número.

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Outra coisa que ficou meio sem graça, foi o fato de as bruxas serem caracterizadas como pessoas com super poderes. Talvez optar pela bruxaria tradicional, traria um maior clima de terror à obra que ficou muito com cara de aventura. A escola onde as garotas estudavam eram praticamente uma versão gótica do Instituto Xavier dos X-Men.

E pra finalizar, a série mostrou mais uma vez que ainda não está preparada para nos dar um final pessimista. Não queremos dar spoilers, mas o encerramento dessa terceira temporada foi algo do tipo “amigos para sempre” ou “juntas contra o Mundo”. Resumindo: AHS continua bem visualmente, mas ainda segue a linha de terror enlatado.

Nota: 5,0

TV: Treehouse of Horror

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Por Jarmeson de Lima

A família Simpsons também tem seu pé no terror. E a cada temporada, pelo menos um episódio é dedicado a aventuras da família amarela no universo de histórias fantásticas e assustadoras.

Originalmente chamado de “The Simpsons Halloween Special”, estes especiais já tem 23 edições, uma a menos que o número de temporadas da série. O nome “Treehouse of Horror” foi adotado a partir do 13º desenho. Em cada episódio são produzidos três segmentos com duração de cerca de seis minutos, inspiradas em histórias extraídas de contos clássicos ou filmes famosos. Ao longo dessas temporadas, os produtores já homenagearam filmes como “O Iluminado”, “Eu Sei O Que Fizeram no Verão Passado”, “O Dia do Golfinho” e “Dracula”.

A sequência de abertura de cada um deles geralmente envolve sangue e mortes, dando o tom do que será exibido depois, algo bem diferente do que os espectadores vêem no restante da série. Em 2008, Canwest News Service escolheu o “Treehouse of Horror” como um dos cinco maiores momentos assustadores da história da TV.

Raramente os três segmentos têm qualquer tipo de conexão contínua dentro do episódio e envolvem personagens diversos do universo da série. A vantagem destes especiais é o desapego da realidade convencional e a possibilidade de que qualquer coisa possa acontecer, com finais bem esquisitos.

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