EVENTO: Zombie Survival Experience (Inglaterra)

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Que tal vivenciar toda a adrenalina dos primeiros momentos de um apocalipse zumbi e depois continuar sua vida naturalmente? Isto é o que propõe o evento Zombie Survival Experience da End of Days Events.

Com locações semiabandonadas em cidades britânicas, o evento reúnirá no dia 04 de maio centenas de pessoas em diferentes fases da experiência com preços que vão de £80,00 (fase inicial de contaminação) a £150,00 (fase extrema estilo “Extermínio“) com direito a uma festa exclusiva no final para os sobreviventes.

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Os participantes devem ser maiores de 16 anos e que receberão ainda instruções de segurança e defesa contra zumbis antes do evento começar. E se quiser começar a brincadeira como um morto-vivo, os produtores ficarão bem animados em tê-lo junto.

Mais informações: http://www.zombiesurvivalexperience.co.uk

RESENHA: Antisocial (2013)

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Por Geraldo de Fraga

Quando George A. Romero, lá 1968, concebeu A Noite dos Mortos-Vivos, dava-se início a uma era onde alguns filmes de horror, além de assustar, teriam suas histórias recheadas de metáforas para criticar a sociedade americana. E nenhum cenário é melhor para promover esse tipo de debate do que um cenário apocalíptico.

Seja uma invasão zumbi, a propagação de um vírus letal ou uma invasão alienígena, o caos estabelecido onde antes havia ordem é um prato cheio para esse tipo de “cinema-protesto”. O próprio Romero já criticou o consumismo deixando seus personagens isolados em um Shopping Center, enquanto do lado de fora, uma horda de mortos-vivos tentava invadir o lugar. (Rolezinho? Pesquisar…) Continuar lendo

EVENTO: Exibição de “Zombio 2” (São Paulo)

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“Zumbis, zumboas, recém-falecidos raivosos e mais uma gama de coloridos mortos-vivos melequentos tomam conta da região rural do Oeste de Santa Catarina e vísceras rolam ao doce sabor da erva-mate Cronenberg”. Esta é a sinopse de “Zombio 2: Chimarrão Zombies“, sequência do filme de 1999 tido como a primeira produção brasileira com zumbis e um clássico na extensa cinematografia de Petter Baiestorf.

Quem estiver em São Paulo terá a chance de ver ainda neste mês esta nova produção de Baiestorf, que foi exibido pela primeira vez apenas em Porto Alegre, durante o Fantaspoa. A exibição única ocorre no dia 23 de junho (domingo) às 18h no Itaú Cultural, da Av. Paulista, encerrando a V Mostra Cinema de Bordas.

“Nervo Craniano Zero”, de Paulo Biscaia Filho, “Encosto”, de Joel Caetano, “Zazá: o artista, o mito”, de Marcos Bertoni e Alfredo Suppia, “Loreno Contra do Espantalho Assassino”, de Seu Manoelzinho, e “Roquí Son contra o Extermínio Ambiental”, de Renato Dib, que será exibido em 3D, também estão na programação do evento.

Mais informações: http://sites.itaucultural.org.br/cinemadebordas

GAME: You Are Surrounded

Renan Reis professor de desenvolvimento de games do Senac Rio, criou o “You Are Surrounded” um shooter de zumbi para tablets e smartphones. A ideia do jogo surgiu em suas aulas no curso de Design de Jogos, com comentários dos alunos sobre outros games e até sobre séries famosas.

“You Are Surrounded” está buscando um financiamento tipo crowdfunding, com colaboração de usuários na internet, para custear seu próprio desenvolvimento. Renan Reis pede US$ 72 mil dólares no site Indie Go Go.

Mais informações: http://www.universozumbi.com.br/brasileiro-cria-jogo-de-zumbi-bastante-realista

RESENHA: “Diary of the Dead” (2007)

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Por Júlio César Carvalho

“Onde você estará quando o fim começar?”. Essa é a pergunta do poster do quinto filme sobre o apocalipse zumbi que o veterano George A. Romero fez. O que vemos aqui não é uma sequência de seus filmes anteriores e muito menos uma refilmagem. É nada mais nada menos que uma reinvenção do gênero que ele criou. É um novo começo.

A mudança mais notável é o formato narrativo, que, nesse “Diário dos mortos“, segue a linha “found footage” como em “A Bruxa de Blair“, “Cloverfield” e “[rec]“. Sendo que aqui nos são apresentados inúmeros ‘flagrantes reais’, sejam de câmeras caseiras, de segurança, estacionamento, reportagens e até de celulares. Segundo o próprio George Romero, que escreveu e dirigiu o filme, esse é um filme 100% independente, que ele realizou com parceiros e no qual teve liberdade total, coisa que ele não conseguia desde o primeiro de 1968.

O filme começa logo com uma equipe de reportagem que vai cobrir um assassinato típico americano: homem mata a tiros a mulher e o filho e depois se mata. Tudo o que vemos são as imagens feitas pelo cameraman. A bela repórter narra o fato ao vivo no local do crime e logo é interrompida pelo cameraman que, assustado, direciona o foco da câmera para atrás dela: os corpos das vítimas se levantam das macas e atacam os paramédicos, a polícia e a pobre repórter… 

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Bom, e assim começa o apocalipse.

Ao longo do filme acompanhamos um grupo de estudantes de cinema e um professor alcoólatra. Temos Jason com sua inseparável câmera e sua namoradinha cabeça chamada Debra, que é altamente honesta e que ainda se importa com o mundo. Temos o casal de modelos sem cérebro, temos a motorista triste da van, o badboy de Nova York, o nerd que não pega ninguém e o cara que interpreta uma múmia no filme que eles estão filmando na floresta.

Os mortos-vivos: Esses sim são os personagens principais dessa jornada apocalíptica. Tem aos montes. E são podres e desmembrados, sedentos por sangue, famintos por carne, lentos e cambaleantes como devem ser. Há, inclusive, uma cena no início em que os estudantes discutem isso, o que é uma referência crítica e clara aos remakes recentes, onde os zumbis correm até mais que os vivos.

Em meio às gravações de uma cena, eles são surpreendidos pelo noticiário que narra eventos de mortos-vivos em diversos lugares dos Estados Unidos. Confusos e com as opiniões divergentes, eles decidem, por fim, ir para suas casas em busca de conforto e mimo dos pais. A maior parte de tudo que vemos são imagens feitas pela câmera de Jason, que decide filmar esse evento, registrar a verdade e entrar pra história. Logicamente, é criticado por todos que se negam de início a participarem do tal documentário macabro. Na verdade, o que assistimos é o próprio documentário pronto, editado por Debra, que narra todos os eventos ali apresentados.

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Temos sequências ótimas e tensas, como quando chegam a um hospital aparentemente abandonado. Ou quando chegam numa fazenda onde conhecem um simpático caipira surdo e mudo que se comunica escrevendo num pequeno quadro negro que carrega consigo. Durante essa viagem, eles também são surpreendidos por grupos que tomam o poder local, mantendo armas, combustível, alimento e tudo que acham necessários para a sobrevivência sob controle.

“Quando ocorre um acidente, as pessoas não param para ajudar, mas para OLHAR”. George A. Romero, mais uma vez, pega pesado em suas críticas, mostrando o quão obcecados somos em registrar tudo o que vemos. Filmar em vez de tomar uma providência, só pra por na Internet e ter a atenção de milhares de desconhecidos.

O clima de realismo dado pelas diferentes fontes das imagens é o que dá um diferencial. A tal renovada que George Romero pretendia dar à temática é obtida com êxito. Outro fator que ajudou muito são as constantes notícias da rádio, que nos bombardeiam de eventos em tempo real dessa catástrofe mundial, reforçando ainda mais a gravidade da situação. A edição cheia de interrupções, como a bateria da câmera que descarrega e as reflexões da narradora sobre as questões de ética humana deixam o filme mais interessante.

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É melhor eu parar por aqui, tem muita coisa para ver ouvir e, acredite se quiser, para refletir nesse grande filme que, com certeza, é um aula no estilo ‘zombie/found footage’. Acho que é o mais completo do gênero ‘zumbis’ e é bem melhor que o seu filme anterior “Terra dos mortos”. Aqui ele mostra o porquê de sua fama com o bom gosto por belas, criativas, repulsivas e até inovadoras tomadas.

É bom ver que ainda tem gente que faz arte pela arte, seja ela qual for. Obviamente o velhote não é um astro bilionário de Hollywood, mas tem seu lugar garantido na história da sétima arte mundial. Uma última coisa… vejam até a última cena!

Nota: 9,5 (Faltou sacanagem)

SÉRIE: “In The Flesh”

Zumbis reabilitados voltam a viver em sociedade e se revoltam ao ver como as pessoas tratam os que anda não foram curados. Surreal? Amigos, se começamos falando de zumbis, o que vier de inacreditável depois é pouco. “In the Flesh” é uma série da BBC em três episódios. Divirta-se!